Ato I

Lança-te
intrépida e audaz
na bifurcação do espelho

Finca tu’alma
em viço desnudo
na extensidão do esmero
e esquece-te, sim,
és fúria e clamor

Bem-vindos
são aqueles
que se sentam
mas continuam de pé

Despe-te
temores ao vento
abre tuas mãos
e recolhe teu sangue venal

respira-te

Ditosos
são aqueles
que se tornam
mas permanecem

A carne
em pelo
os fluidos
em pano

​reflexo

Esquece-te! sim,
és magna e cor

Para Nathalia Krzcsimovski
14/09/12

Sobre Arthur IV

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